Luiz Gonzaga nas ruas

Por Maricy Guimaraes

Mais uma demonstração de que Mogi das Cruzes cresceu e se torna cada vez mais eclética, comportando gêneros, gostos, culturas diferentes e muito bem acolhidas pela população.

Tem espaço pro samba, pro maracatu, pras mulheres, pros bonecos gigantes, pras drags, pra música eletrônica, pro axé, pra todo mundo. O Carnaval mogiano traz em 2020 13 blocos independentes, que vão ganhando as ruas com suas cores, ideologias e gritos de guerra.

O Bloco do Gonzagão traz as raízes do Nordeste numa moçada apaixonada pelo rei do baião, Luiz Gonzaga. Este é o quarto ano do Gonzagão pelas ruas da cidade. Ele nasceu no Casarão da Mariquinha (espaço cultural que fechou as portas recentemente) com um projeto fixo de fazer forró e foi ficando.

Em homenagem à cidade, o grupo de forrozeiros foi batizado de Caqui Doce, e composto por pessoas que tocam sanfona, zabumba e um triângulo. Com o tempo foi ganhando adeptos e virou bloco de rua. No ano passado, carregou mais de 80 foliões, conta Tiago Nepomuceno, um de seus fundadores.

No dia 25, terça-gorda, o Gonzagão sai do Largo Bom Jesus em direção ao centro da cidade. Passa pela Dr. Correa, Cel Souza Franco, Presidente Rodrigues Alves, Paulo Frontin, Padre João, Flaviano de Melo, Dr Correa e volta para o largo, com muita animação e baião de primeira. das 20 às 22 horas.

A tendência é que essas manifestações culturais que crescem com o Carnaval venham para fazer parte do calendário oficial da cidade.

Quando o povo quer, ninguém segura. (Tiago Nepomuceno, Bloco do Gonzagão

A entrevista completa de Tiago Nepomuceno ao Café com Notícia você acompanha clicando aqui.

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